TESTEMUNHAS DO ALÉM

Blog Espírita

domingo, 22 de julho de 2012

A PRESENÇA DA NUVEM


  
Causa estranheza àqueles que não estão familiarizados com a Doutrina Espírita a questão 2 459 de "O Livro dos Espíritos":

"Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?"

Resposta: "Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que de ordinário são eles que vos dirigem."

Viveremos rodeados de tantos Espíritos, dotados de poderes que os habilitam a condicionar nosso comportamento?

Pois é exatamente o que ocorre.
Não se trata de mera especulação.
Muito menos de invencionice.
Sobretudo, não é novidade.
Desde as culturas mais remotas vemos gente às voltas com influências espirituais. Disso nos dá conta o folclore de todas as culturas.
A riquíssima mitologia grega, povoada de deuses passionais que convivem com os homens, interferindo frequentemente nos destinos humanos, é exemplo típico.

Os textos evangélicos revelam que Jesus conversava frequentemente com os Espíritos, afastando os chamados impuros de suas vítimas.

- Que temos nós contigo, Jesus Nazareno?
Vieste para perder-nos? - esta a reclamação de um perseguidor espiritual antes de ser afastado de sua vítima, conforme relata Lucas (4;31 a 37).

E comenta o evangelista:

"Todos ficaram grandemente admirados e comentavam entre si, dizendo:
"Que palavra é esta, pois com autoridade e poder ordena aos Espíritos imundos e eles saem?"

Na primitiva comunidade cristã os discípulos de Jesus realizavam idêntico trabalho, de que nos dá conta o capítulo 5a, versículo 16, do livro "Atos dos Apóstolos":

"Afluía também muita gente das cidades vizinhas a Jerusalém, levando doentes e atormentados de Espíritos imundos, os quais eram todos curados."


 
A dúvida quanto a essa influência nasce da errônea concepção de que o mundo espiritual, a morada dos Espíritos, está situado em região distante da Terra e inacessível às cogitações humanas, quando ele é tão somente uma projeção do plano físico. Começa exatamente onde estamos.
Assim, permanecem junto de nós aqueles que, libertando-se da carne pelo fenômeno da morte, permanecem presos aos interesses do imediatismo terrestre.
E gravitam em torno dos homens, obedecendo às mais variadas motivações:
Viciados procuram satisfazer o vício.
Vítimas intentam vingar-se de seus algozes.
Usurários defendem o ouro amoedado.
Ambiciosos pretendem sustentar dominação.
Fugitivos da luz trabalham em favor das sombras.
Famintos do sexo vampirizam sexólatras.
Gênios da maldade semeiam confusão.
Alienados da realidade espiritual perturbam familiares.
É toda uma imensa população invisível que nos acompanha e influencia, lembrando a observação do apóstolo Paulo, na Epístola aos Hebreus (12, 1), segundo a qual somos rodeados por uma “Nuvem de Testemunhas".

Richard Simonetti

domingo, 15 de julho de 2012

Consequências do Passado

 
1-Como podemos compreender os resultados de nossas existências anteriores?


-Para compreender os resultados das existências anteriores, baste que o homem observe as próprias tendências, oportunidades, lutas e provas.

2-Como entender, na essência, as dívidas ou vantagens que trazemos de existências passadas?

-Estudos que efetuamos corretamente, ainda que terminados há longo tempo, asseguram-nos títulos profissionais respeitáveis. Faltas praticadas deixam azeda sucata de dores na consciência, pedindo reparação. Se plantarmos preciosa árvore, desde muito, é natural venhamos a surpreende-la, carregada de utilidades e frutos para os outros e para nós. Se nos empenhamos num débito, é justo suportemos a preocupação de pagar.

3-Qual a lição que as horas nos ensinam?


-Meditemos a simples lição das horas. Comumente, durante a noite, o homem repousa e dorme; em sobrevindo a manhã, desperta e levanta-se com os bens ou com os males que haja procurado para si mesmo, no transcurso da véspera.

-Assim, a vida e a morte, na lei da reencarnação que rege o destino.

4-Qual a situação moral da alma no túmulo e no berço?

-No túmulo, a alma, ainda vinculada ao crescimento evolutivo, entra na posse das alegrias e das dores que amontoou sobre a própria cabeça; no berço, acorda e retoma o arado da experiência, nos créditos que lhe cabe desenvolver e nos débitos que está compelida a resgatar.

5-Em síntese, onde permanece, espiritualmente, a criatura reencarnada?


-Cada criatura reencarnada permanece nas derivantes de tudo o que fez consigo e com o próximo.

6-Qual a explicação lógica das enfermidades congênitas?


-Os grandes delitos operam na alma; estados indefiníveis de angústia e choque, daí nascendo a explicação lógica das enfermidades congênitas, às vezes inabordáveis a qualquer tratamento.

7-O que ocorre aos suicidas nas vidas ulteriores?

-Suicidas que estouraram o crânio ou que se entregaram a enforcamento, depois de prolongados suplícios, nas regiões purgatórias, freqüentemente, após diversos tentames frustrados de renascimento, readquirem o corpo de carne, mas, transportam nele as deficiências do corpo espiritual, cuja harmonia desajustaram. Nessa fase, exibem cérebros retardados ou moléstias nervosas obscuras.

8-E os protagonistas de tragédias passionais?

-Protagonistas de tragédias passionais, violentas e obscuras, criminosos de guerra, aproveitadores de lutas civis, que manejam a desordem para acobertar interesses escusos; exploradores do sofrimento humano, caluniadores, empreiteiros do aborto e da devassidão e malfeitores outros, que a justiça do mundo não conseguiu cadastrar, voltam à reencarnação em tribulações compatíveis com os débitos que assumiram e, muitas vezes, junto das próprias vítimas, sob o mesmo teto, marcados por idênticos laços consangüíneos, tolerando-se mutuamente, até a solução dos enigmas que criaram contra si mesmos, atento ao reequilíbrio de que se vêem necessitados, ou sofrem a pena do resgate preciso em desastres dolorosos, integrando os quadros inquietantes dos acidentes em que se desdobra o resgate do Espírito reencarnado, seja nos transes individuais ou nas provações coletivas.

9-E aos cúmplices de erros e enganos?


-As grandes dificuldades não caem exclusivamente sob os suicidas e homicidas comuns. Quantos se fizeram instrumentos diretos ou indiretos das resoluções infelizes que adotaram são impelidos a recebe-los nos próprios braços, ofertando-lhes o recinto doméstico por oficina de regeneração.

10-O que ocorre àqueles que provocaram o suicídio de alguém?


-Se levianamente provocamos o suicídio de alguém, é possível que tenhamos esse mesmo alguém, muito em breve, na condição de um filho-problema ou de um familiar padecente; requisitando-nos auxílio, na medida das responsabilidades que assumimos na falência a que se arrojou.

11-Que acontece aos que impelem o próximo à falência moral?


-Se instilamos viciação e criminalidade em companheiros do caminho, asfixiando-lhes as melhores esperanças na desencarnação prematura, é certo que se corporificarão, de novo, na Terra, ao nosso lado, a fim de que lhes prestamos concurso imprescindível à reeducação, na pauta dos compromissos a que nos enredamos, ao precipita-los nos enganos terríveis de que buscam desvencilhar-se, abatidos e desditosos.

-Nas mesmas circunstâncias carreamos em nós, enraizadas nas forças profundas da mente, os bens ou os males que cultivamos.

12-E o que ocorre aos desencarnados que malbarataram os tesouros da emoção e da ideia?


-Quando desencarnados, não fugimos à lei de causa e efeito.

-Se malbaratamos os tesouros das emoções e dos pensamentos na Terra, deambulamos nas esferas espirituais por doentes da alma, que a perturbação ensandece, fadados a reaparecer no plano carnal com as enfermidades conseqüentes, a se entranharem nos tecidos orgânicos, que nos compõem a vestimenta física.

13-E àqueles que se entregam aos desequilíbrios do sexo?


-Nessas condições, o porvir esboça-se, nebuloso, apontando-nos graves lições de refazimento e resgate.

-Se abraçamos desequilíbrios de sexo, agravados com padecimentos alheios por nossa conta, aguentamos inibições genésicas, muitas vezes, com o cansaço precoce e a distrofia muscular, a epilepsia ou o câncer de permeio.

14-E àqueles que perpetram crimes?


-Se perpetramos crimes na pessoa dos nossos semelhantes, eis-nos à frente de mutilações dolorosas.

15-E àqueles que se entregam às extravagâncias da mesa?


-Se nos entregamos à extravagância da mesa, arcamos com ulcerações e gastralgias que persistem tanto tempo quanto se nos perdurem as alterações do veículo espiritual.

16-E àqueles que se afeiçoam ao alcoolismo?


-Se nos afeiçoamos ao alcoolismo ou ao abuso de entorpecentes, somos induzidos à loucura ou à idiotia seja onde for.

17-E àqueles que se empenham em delitos de maledicência e calúnia?

-Se nos empenhamos em delitos de maledicência e calúnia, atravessamos vastos períodos de surdez ou mudez, precedidas ou seguidas por distonias correlatas.

18-As consequências de nossos erros se verificam apenas na forma de doenças comuns?

-Não. Além disso, é preciso contar com as probabilidades da obsessão, porquanto, cada vez que ofendemos aos que nos partilham a marcha, atraímos, em prejuízo próprio, as vibrações de revolta ou desespero daqueles que se categorizam por vítimas de nossas ações impensadas.

19-Qual deve ser a nossa atitude perante as provas da vida?

-Diante das provas inquietantes que se demoram conosco, aprendamos a refletir, para auxiliar, melhorar, amparar e servir aqueles que nos cercam.

20-Quais as relações entre o presente, o passado e o futuro?

-Todos estamos no presente, com o ensejo de construir o futuro, mas envolvidos nas conseqüências do passado que nos é próprio. Isso porque tudo aquilo que a criatura semeie, isso mesmo colherá.
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 Emmanuel – Chico Xavier

terça-feira, 12 de junho de 2012

Moléstia da Alma



Fatores limitantes:

Tenho distúrbios de comportamento, mental e emocional. Há muitos meses, venho tomando ansiolíticos e antidepressivos, mas nada melhora meu estado íntimo. Vivo sentimentos contraditórios: excesso de alegria ou de tristeza, agitação ou apatia, ideias fixas ou dispersivas. Disseram-me que estou obsediado. Sofro constantes crises de medo e de desconfiança sem motivo algum. Considero-me um ser humano bom; nunca fiz mal a ninguém. Por que sofro esse assédio impiedoso? Que fazer para livrar-me da agres­são dessas entidades infelizes?


Expandindo nossos horizontes:

Sei que a fogueira da aflição queima junto a seu peito e você sente estranha aura ao re­dor de sua mente.

Enquanto você não assumir a responsabilidade por tudo o que lhe está acontecendo, não encontrará a verdadeira cura para sua alma. Não se deve criar um mundo de explicações falsas, culpando os espíritos pela infelicidade e desarmonia vivenciadas. Isso é distorcer o real sentido dos acontecimentos. Você não pode culpar os outros por suas emoções e sensações, sob pena de nada aprender sobre si mesmo.

Aceitar a total responsabilidade por sua vida éa forma mais fácil de resolver dificulda­des íntimas, mas certamente é uma tarefa que não se realiza da noite para o dia.

A auto-responsabilidade e o significado verdadeiro das coisas submetem-se mutua­mente; são itens existenciais inseparáveis.





Obsessão é moléstia da alma. Quando você compreender a simultaneidade que existe entre as influências espirituais negativas e seus atos e pensamentos íntimos, mais rapidamente dissolverá o elo existente entre eles.

A lei da compensação se perpetua até que o homem tenha resolvido suas ações equivocadas e se engajado no legítimo fluxo das leis universais. Para cada conduta ou atitude errada a natureza solicita uma contra-ação que a equilibre.

Na vida estamos tecendo uma malha existencial. A cada nova situação se interligam os fios que começamos a utilizar nas experiências anteriores. Não podemos simplesmente anular o passado, mas podemos reformulá-lo e redirecioná-lo para a luz.


O percurso de um novo dia é, inevitavelmente, influenciado pelas experiências e ações dos dias precedentes.
A aflição para você tem sabor de eternidade, mas, em breve, ela poderá desaparecer.








Basta procurar nos princípios espíritas os apontamentos lógicos e a exata orientação de que necessita para se libertar do desequilíbrio mental e emocional - causa principal de sua obsessão.

As reuniões mediúnicas auxiliarão em muito a higienizar e restaurar a atmosfera fluídica de sua aura, contaminada por energias deletérias ali armazenadas.

Provavelmente, serão afastadas as entidades que atuam em seu dia-a-dia; mas se você não modificar seu modo de pensar e agir, abandonando suas limitações, elas ou outras companhias desagradáveis poderão retornar.

Sua mente guarda, zelosamente, fatos, informações, ideias e conceitos.
Sua memória é o registro fiel de tudo quanto ocorreu com você através dos tempos, tanto no corpo físico como fora dele. Você cria a própria realidade com sua mente.

Na verdade, você “veste” as emoções e os pensamentos dos espíritos e coopera na assi­milação das sensações aflitivas lançadas sobre seu corpo astral. Você é um canal de ex­pressão, e em sua intimidade, estão todas as matrizes de seus desarranjos. Suas emoções são semelhantes às fases da lua: ora “crescente”, ora “minguante”.

Não se esqueça também de que você é o único responsável pelas forças negativas que sugam suas energias e tentam dominar sua casa mental. Não existe fatalidade em sua vida, apenas atração e repulsão, conforme sua afinidade.

Na esfera física como na espiritual só se percebe e age em um espaço delimitado, quer dizer, cada pessoa atua segundo seu grau de consciência ou em consonância à sua faixa vibratória.

Na esquina da vida, você é um pedinte que suplica a esmola da paz. Mas, lembre-se de que é igualmente uma usina de forças, recebendo, doando e assimilando o magnetismo de outros seres, encarnados ou não. Os espíritos desequilibrados que estão a seu redor apenas exploram suas fraquezas. Buscam pontos vulneráveis, envolvendo-o negativa­mente em seu baixo padrão vibracional. Portanto, ninguém tem o poder de transtornar sua mente, a não ser que você ceda diante da perturbação.

Quando você diz que é um ser humano bom, que nunca fez mal a ninguém, acredita estar vivendo um ato de injustiça. Porventura, já se perguntou: faço mal a mim mesmo? Será que respeito meus direitos pessoais? Considero minhas necessidades tão importantes quanto as dos outros?

Para você se livrar das agressões dessas entidades, procure encontrar a área de sua vida que está mais insegura e fragilizada. Reforce-a e inicie um trabalho interior.

Desfaça a necessidade de querer dos outros o que deve providenciar por si mesmo. Isso o aproximará da libertação. Pouco a pouco, a aflição que lhe atormenta os sentidos se esvairá, e experimentará uma força nova que brotará do seu interior, equilibrando seus sentimentos descompensados.
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Lourdes Catherine


domingo, 10 de junho de 2012

MELANCOLIA


Fatores limitantes:

Sinto uma tristeza profunda! Sou muito fraca e indefesa; estou aqui para você solucionar meu conflito! Sentimentos depressivos envolvem-me repentinamente, tornando-me incapaz de vencer esse estado de alma. Evito a companhia de outras pessoas, pois estou dominada por um desespero insuportável. Por mais que use argumentos racionais e lógicos, permaneço sem condições de reverter esse quadro sombrio. Tenho tudo para ser feliz, mas, infortunadamente, a ideia de suicídio não me sai da mente. Será que viver assim vale a pena?

Expandindo nossos horizontes:

Tudo que nos acontece é uma mensagem da Vida Mais Alta tentando equilibrar nosso mundo interior. Se desejamos sair do circuito do desespero e ir gradativamente resolvendo dificuldades e conflitos, comecemos por compreender que a nossa existência é controlada por uma Fonte Divina - perfeita e harmônica - cuja única intenção é somente a evolução das criaturas.


Reconheço que as dores íntimas são como prelúdios de um violino ferindo o peito profundamente. Mas lembre-se: ninguém pode procurar nos outros um recado que está dentro de si. Aprendamos a ler essas mensagens impronunciáveis; elas são a chave da solução dos sofrimentos. As leis divinas estão em nossa consciência.

Hoje você busca livrar-se da melancolia, apegando-se às pessoas para que cuidem de você; mas haverá um dia em que perceberá que a busca é ineficiente, pois essa pessoa terá que ser você mesma.

Não se faça de fraca e impotente; retire de seus olhos a angústia e a aflição. Você pode transformar esse processo doloroso em fator saudável de crescimento e progresso.

Você gostaria de ser poupada dessa dor aflitiva imediatamente, mas não pode se esquecer de que ela é o resultado de atitudes negativas do passado que você mesmo criou. Somente através de crescente conscientização de suas concepções errôneas, ou de falsas soluções, é que poderá atingir o entendimento exato de seu sistema de causa e efeito.

Não basta mudar um mau comportamento irrefletidamente; é preciso mudar a causa que provoca esse comportamento. Apenas assim poderá efetuar uma autêntica mudança.

De início, não espere satisfação e felicidade imediatas, porque os efeitos negativos vão continuar cruzando o seu caminho - resultado de anos vividos entre padrões inadequados. No entanto, quando descobrir esses padrões e começar a modificálos de maneira gradativa, automaticamente terá início a redução das sensações desagradáveis e aflitivas que você experimenta.

A alma, na agonia moral, é semelhante a um pássaro de asa partida: quer voar, mas não consegue. Só com o tempo ele se equilibra; aí, então, pode alçar vôo perfeitamente.

A imensa decepção dos suicidas é perceber no Além que não podem fugir de si mesmos. Problemas são considerados desafios da vida promovendo o desenvolvimento interior. A autodestruição além de inútil, intensifica a dor já existente, por interferir no processo natural da existência terrena.

A alma humana pode ser comparada a um candelabro: acesas as chamas da verdade, dissipam-se as sombras da ilusão. Todos temos uma tendência de culpar o mundo por nossas ações, comportamentos, emoções e sentimentos inadequados. Justificamos nosso desalento acusando indiscriminadamente, mas é preciso assumirmos plena responsabilidade por tudo o que está acontecendo em nossa vida. Devemos reconhecer honestamente que está em nós a fonte que determina e controla nossas ações e reações. Somos responsáveis tanto pela nossa felicidade quanto pela nossa infelicidade.

Perceba que você nutre uma falsa crença de que está totalmente indefesa e espera que alguém, ou o destino, lhe traga uma milagrosa alegria.

Acima de tudo, acredite: nenhuma destinação cruel está vitimando sua existência. Depende essencialmente de você o seu bem-estar, de seus esforços, de sua vontade de mudar, de sua autoconfiança e de um novo senso de força em sua vida interior.
 Além disso, a compreensão espírita, acrescida da criação de uma nova visão interior, poderá gerar toda a satisfação que sua alma anseia, anulando os velhos pensamentos destrutivos que você nutria inadvertidamente.


Melhore seu íntimo; essa é a maneira mais eficiente de ser feliz. Podemos destruir o corpo, mas não temos o poder de acabar com a vida.
Quem faz a sua parte e deposita nas mãos de Deus todas as suas dificuldades alcança a tão almejada tranquilidade.
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Lourdes Catherine

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Amor e traição




O amor pressupõe confiança e entrega de sentimentos. Sua exclusividade é exigida por aquele que se dedica ao outro, não permitindo a entrada de um terceiro elemento na relação.

O ciúme, oriundo da insegurança, costuma ser elemento catalisador de atitudes inadequadas pelo seu protagonista. Cautela quanto à impulsividade motivada pelo ciúme.

Liberte-se daquele amor quando ele já não mais se sente preso a você. Sua decisão poderá evitar dissabores desnecessários. A vida lhe oferecerá oportunidades de equilíbrio mais adiante.

Decepcionar-se ou indignar-se pela traição de alguém é natural, porém verifique as condições em que se deu o fato. Muitas vezes suas atitudes foram determinantes para a ação do outro.

A traição, qualquer que seja sua causa, reflete sempre o amor insatisfeito consigo mesmo. Quando ela ocorre de forma sistemática, revela o desequilíbrio obsessivo em que seu agente se encontra.

Trair e afirmar que outro pode fazê-lo se o quiser, é deixar seu amor à deriva de forma irresponsável e inconsequente. As relações humanas não devem se constituir em aventuras do coração. Toda relação emocional gera comprometimento futuro.

A transformação da pessoa que trai poderá ocorrer com o auxílio do amor daquele que foi traído. Não culpe alguém pelo ocorrido; responsabilize-se apenas pelo que está acontecendo com você.

Mesmo ferido, o verdadeiro amor permanece. O destino, pelas escolhas de cada um, poderá separar as pessoas, mas não eliminará o amor. Mesmo traído e separado, o amor verdadeiro permanece vibrando pelo equilíbrio do outro. Embora seu amor esteja ferido pela traição, considere que o seu caminho foi de vitória e que você não foi o autor nem agiu da mesma forma. Não se culpe, apenas assuma a responsabilidade de forma madura. Viver maritalmente com alguém será sempre um desafio à singularidade do ser humano.

O sentimento provocado pela traição de um parceiro pode levar o outro a adoecer. Tal ocorre quando o corpo se torna o anteparo para a continência das emoções que deveriam ser expressas de outra forma.

Não se deixe abater pela decepção do companheiro.

Mostre a si mesmo que seu valor não depende de circunstâncias externas, mas é aquele que você sabe que tem.

Tenha o hábito de dialogar com seu companheiro sem que esteja fazendo interrogatório policial nem  tampouco deixe que a insegurança tome conta de sua mente.

Envolva-se na vida de seu companheiro pelo coração e pela participação em suas atividades cotidianas. Não fique à margem da vida de quem você diz que ama. Mesmo que ele o coloque à distância, crie atividades conjuntas.

Não se coloque também na posição de quem adquiriu uma posse. Se seu companheiro preferiu a companhia de outra pessoa à sua, dê-lhe a liberdade de que necessita para viver sua própria vida. Quanto a você, viva-a mesmo com as dificuldades que advirão da decisão tomada.

O amor que se acaba com a traição do cônjuge não era amor, mas posse. O amor verdadeiro independe da união carnal.

Diante da traição mantenha o equilíbrio. O outro não soube merecer seu amor. Não culpe uma terceira pessoa pela traição. Nessas circunstâncias ninguém age sozinho.

Mesmo assim não há culpa, mas responsabilidades.

Não se deixe magoar pela atitude do outro que o traiu. Quem trai, é a si mesmo que agride.

Se você hoje possui outro relacionamento além daquele que lhe constitui a família, ore e busque o equilíbrio.

A manutenção de outros relacionamentos semelhantes revela necessidade de vencer carências internas. Sua continuidade desprende energia, impedindo o necessário equilíbrio para prosseguimento de outras atividades da alma.

Seja fiel a seus princípios não se permitindo agredir aquele com quem você convive. O amor é sempre fiel à sua própria determinação. Na dúvida, não ultrapasse seus limites. Há caminhos cujo retorno se torna difícil.

Há envolvimentos psíquicos muito semelhantes à traição num casamento. Não se deixe vencer pelo apelo da aventura em matéria de sentimento. Tudo que envolve o coração merece responsabilidade e maturidade.

Jesus, mesmo traído por Judas, não deixou de amá-lo.
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Adenáuer Novaes

5 TIPOS DE CASAMENTOS:



Em análise feita às comunicações dos espíritos, referentes a casamentos infelizes, Martins Peralva classifica em cinco os tipos de casamentos.

1. CASAMENTOS ACIDENTAIS:

É o encontro de almas inferiorizadas sem ascendentes espirituais.
 Caracterizam-se pela falta de ligação afetiva. 
A aproximação dá-se através dos impulsos inferiores do casal e o relacionamento é desprovido de simpatia ou antipatia. 
Esses casamentos ocorrem em grande número e, segundo Peralva, podem até dar certo, pois é possível os cônjuges se adaptarem um ao outro, consolidando a união no tempo.
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2. CASAMENTOS PROVACIONAIS

É o encontro de almas inferiorizadas com o objetivo de se reajustarem. 
É o tipo mais comum.
 Por haverem contraído débitos cármicos mútuos, a Providência Divina utiliza-se da união conjugal pra o necessário ressarcimento.
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3. CASAMENTOS SACRIFICIAIS 

São raros e caracterizam-se pelo encontro de uma alma iluminada com uma alma inferiorizada, tendo por fim reconduzi-la ao bem. Um exemplo desta categoria é o de 
Lívia com o senador Públio Lêntulus, transcrito no livro "Há Dois Mil anos". O senador,
embora evoluído intelectualmente, era moralmente inferior à Lívia, devido ao seu 
orgulho.
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4. CASAMENTO DE ALMAS AFINS

É o encontro de almas amigas com objetivo de consolidar afetos.
 Neste tipo de casamento não ocorrem separações e ambos buscam juntos aprimorar o amor que já 
nutrem um pelo outro. 
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5. CASAMENTOS TRANSCENDENTES

Muito raros. 
É o encontro de almas iluminadas com objetivos elevados para 
trabalharem juntas com fins altamente construtivos. 
Um exemplo de casamento transcendente é o do próprio A. Kardec, com Amélie G. Boudet, que embora seu nome não seja citado na Codificação, sua participação e apoio na vida de Kardec foram 
fundamentais pra o cumprimento de sua missão.
 O Espiritismo nos esclarece, portanto, que a instituição do casamento é uma importante oportunidade concedida pela Misericórdia Divina para o aperfeiçoamento de nosso espírito - e também dos espíritos de nossos familiares .
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José Luiz Vieira
CE
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CASAMENTO
 Richard Simonetti





1 – O casamento é planejado no Além? 

Geralmente a união matrimonial implica numa harmonização que envolve não apenas o casal, mas também os Espíritos que reencarnarão como filhos. Obviamente, é preciso planejar. 
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2 – Os próprios interessados o fazem? 

Seria o ideal, já que tendemos a encarar com maior seriedade os compromissos que assumimos por iniciativa própria. Nem sempre, entretanto, os reencarnantes têm suficiente maturidade e discernimento para isso. O planejamento fica por conta de mentores espirituais. 
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3 – Eventual segundo casamento ou subsequentes também obedecem a um planejamento? 

Quando os parceiros da vida conjugal se separam de forma irreversível, em virtude de conflitos insuperáveis, é justo que procurem recompor sua vida afetiva, buscando nova experiência. Se há seriedade na intenção e não mero exercício de promiscuidade sexual, tão freqüente nos dias atuais, os mentores espirituais podem ajudá-los nesse propósito, orientando nova união. 
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4 – Se ocorre uma sequência de desacertos haverá sempre novos planejamentos? 

Os mentores procuram ajudar-nos, mostrando caminhos, mas jamais são coniventes com nossos desatinos. A sucessão de uniões indica incapacidade de assumir compromissos e de conviver. Natural, nestes casos, que se afastem, retirando as escoras de sua proteção para que os tutelados aprendam com seus próprios erros. 
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5 – O ideal, portanto, seria "suportar" o cônjuge para merecer o apoio da espiritualidade? 

Esse é, talvez, o maior equívoco. As pessoas "suportam" o cônjuge por amor aos filhos ou respeito à religião, esquecendo-se de que estão juntos para se harmonizarem, aprendendo a conviver fraternalmente. Isso implica em mudar de pronome, no verbo da ação conjugal: da primeira pessoa do singular, eu posso, eu quero, eu faço¸ para a primeira do plural: nós podemos, nós queremos, nós fazemos. Cultivar o individualismo no casamento é condená-lo ao fracasso. 
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6 – Isso seria suficiente para sermos felizes no casamento? 

Há algo mais. As pessoas estão esperando que o casamento dê certo para que sejam felizes, sem compreender que é preciso que sejam felizes para que o casamento dê certo. Um coração amargurado, um caráter impertinente, uma vocação para a agressividade, tudo isso azeda a existência e nos torna incapazes de conviver, particularmente no lar, onde não há o verniz social. 
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7 – E como ser feliz para que o casamento dê certo? 

É preciso ter sempre presente que a felicidade não está subordinada à satisfação de nossos desejos diante da Vida, mas ao empenho por entender o que ela espera de nós. Não é necessário muito para isso. Basta observar a lição fundamental de Jesus: fazer ao semelhante o bem que desejamos que ele nos faça. Funciona admiravelmente quando se trata de harmonizar as pessoas, particularmente no lar. 
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8 – Sabemos que na espiritualidade tendemos a conviver com os Espíritos que marcaram nossa vida afetiva, envolvendo cônjuge, pais e filhos. Assim sendo, com quem ficará o homem que foi casado quatro ou cinco vezes? 

Com ninguém. Provavelmente fará um estágio depurador no umbral, região de sofrimentos no mundo espiritual, um purgatório onde terá oportunidade de meditar sobre sua frivolidade. 
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Do livro: Reencarnação: Tudo o que você precisa Saber.

Um apelo dos desencarnados aos que ficam



Muitos encarnados clamam desesperadamente pelos que partiram, vertendo lágrima de fel, quando não acalentando ideias de suicídio na enganosa ilusão de reencontrá-los. (...)

Há muito desassossego na vida psíquica dos desencarnados, toda vez que os
familiares não aceitam a separação ou procuram vingança, nos casos de desencarnação por assassinato, alimentando os sentimentos inferiores muitas envolvidos nesse processo. (...)

Inúmeros outros comunicantes falam da dificuldade de adaptação ao mundo
espiritual por causa da perturbação dos familiares. Esse desequilibrio, muitas vezes intenso, não lhes permite a própria renovação no plano em que se encontram.

Vamos destacar alguns trechos das cartas dos desencarnados nos quais solicitam a compreensão dos familiares diante da separação. São pontos muito úteis para o nosso próprio preparo diante da morte:

(1) “Vejo seu rosto sem parar, todo banhado em lágrimas sobre o meu e sua voz me alcança de maneira tão clara que pareço carregar ouvidos no coração.
Ah, Mamãe! Eu não tenho o direito de pedir ao seu carinho mais que sempre recebi, mas se seu filho pode pedir mais alguma coisa à sua dedicação, não chore mais.”
(Alberto Teixeira através de Chico Xavier )

(2) “As lágrimas com que me recordam, caem no meu coração por chuva de fogo, (...), o pensamento é uma ligação, que ainda não sabemos compreender.
Quando estiverem com as nossas lembranças mais vivas, comemorando acontecimentos, não se prendam à tristeza. (...) Posso, porém, dizer-lhes que estou com vocês dois, assim como alguém que carregasse no ouvido um telefone obrigatório. Não estou em casa, mas ouço e vejo quanto se passa.
Nosso amigos daqui me esclaressem que isso passará quando a saudade for mais limpa entre nós. Saudade limpa!. Nunca pensei nisso! Mas dizem que a saudade que se faz esperança no coração, é assim como um céu claro, mas a saudade sem paciência e sem fé no futuro é semelhante a uma nuvem que se
prende com a sombra e tristeza aqueles que dão alimento na própria alma.”
(Marilda Menezes através de Chico Xavier)

(3) “Estou presente, rogando à senhora que me ajude com a sua paciência.
Tenho sofrido mais com as suas lágrimas do que mesmo com a libertação do corpo. Isso porque a sua dor me prende à recordação de tudo o que sucedeu. E quando a senhora começa a perguntar como teria sido o desastre, no silêncio do seu desespero, sinto-me de novo na asfixia”.
(William José Guagliardi através de Chico Xavier )





“Evidentemente que não vamos cultivar falsa tranquilidade, considerando natural que alguém muito amado parta para o plano espiritual. Por maior que seja a nossa compreensão, com certeza sofreremos muito. No entanto, devemos manter a serenidade, a confiança em Deus, não por nós mesmos, mas sobretudo em benefício daquele que partiu. Mais do que nunca ele precisa de nossa ajuda, e principalmente de nossas orações.”

COMUNICAÇÕES PREMATURAS



"Hoje, porém, com a mediunidade esclarecida, é fácil aliviá-los e socorrê-los." Emmanuel

O primeiro desejo de quem perde, no plano material, um ente querido, é, naturalmente, no sentido de ouvir-lhe a palavra amiga, pela via mediúnica.

Saber onde está, como se encontra.

Conhecer-lhe as notícias, sentir-lhe as emoções.

Amenizar a saudade pungente.

Entendemos justo e compreensível o anseio de quem ficou, imerso em lágrimas, vendo partir para outra dimensão da vida o ser amado.

A mensagem de quem se foi representa esperança e conforto.

Os Amigos Esclarecidos conhecem, no entanto, as dificuldades e inconvenientes de uma comunicação prematura, com o desencarnado amparado no processo de refazimento psíquico e de recomposição emocional.

Em fase de transição, não tem o novo habitante do Espaço, na maioria dos casos, condições de retornar, de pronto, ao convívio dos seus.

Só a alma renovada pode enfrentar, além da desencarnação, as vibrações e a emocionalidade dos que lhe pranteiam a partida.

Os Benfeitores conhecem as causas que desaconselham o comunicado com a urgência desejada, às vezes, até pelo próprio desencarnado.

A intranquilidade dos familiares, vergastados pela saudade cruciante, projeta dardos mentais de angústia e desespero que atingem, em consecutivo bombardeio, a organização perispiritual do recém-desencarnado, ferindo-lhe as fibras sensíveis do coração.

É por isso que, geralmente, retardam-se as comunicações dos novatos da Espiritualidade.

Há grande diferença entre as leis vibratórias do Plano Espiritual e as do Plano Material.

Em decorrência dessa diversidade, ou distonia, a comunicação prematura, causando no recém-desencarnado choques vibratórios violentos, é sempre protelada pelos Amigos Espirituais.

Poderia, o encontro precipitado, prejudicar o esforço de recuperação empreendido pelos samaritanos do bem.

Liberada do corpo físico, torna-se a alma mais sensível às emoções, a pensamentos. A emoção causada pela volta ao convívio familiar, a visão das almas querida poderá perturbar aquele que ainda não adquiriu, ausente da roupagem física, clareza de raciocínio, coordenação perfeita das idéias, segurança íntima.

Outro detalhe: a posição mental do médium pode transtornar o comunicante ainda não suficientemente adestrado no mister do intercâmbio.

A instabilidade do medianeiro pode, assim, desajudá-lo, ao invés de ajudá-lo.

Eles, os Benfeitores Espirituais, sabem o que fazem.

Retardam, quando preciso, por algum tempo, ou apressam o comparecimento do desencarnado aos trabalhos mediúnicos.

O médium educado, sereno, de campo psíquico harmonioso, manterá o comunicante, dominado pela emoção, em razoável nível de serenidade e equilíbrio.

Conscientizados de que nem sempre nossos desejos compatibilizam-se com a programação da Espiritualidade, auxiliemos os entes que partiram com as nossas preces, até que a Sabedoria de Deus os ponha em contacto conosco pela bênção da mediunidade esclarecida.
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Peralva, Martins; "Mediunidade e Evolução", 1ª edição, FEB.
 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Escala de Valores do Espírita



Umberto Ferreira

O homem comum construiu para si, através dos séculos, uma escala de valores voltada para as coisas efêmeras. De acordo com ela, o homem vale pelo que tem e a sua importância é proporcional aos bens materiais que possui; e, em segundo lugar, aos títulos transitórios que ostenta. É a supervalorização dos bens materiais em detrimento das coisas espirituais.

O espírita, entretanto, tem uma concepção completamente diferente da vida. Compreende que a Terra nada mais é que uma escola abençoada, onde temos a oportunidade de realizar a nossa evolução. Entende que a verdadeira vida é a espiritual. Tem plena consciência de que os bens materiais são meios e não fim.

Por isso mesmo, a escala de valores do verdadeiro espírita será exatamente a inversa da tradicional.

Tudo o que ele faz visa primeiro à melhoria do Espírito imortal. Todos os seus atos são voltados para a conquista de bens eternos.

Por conseguinte, não se concebe um espiritista autêntico afastado do campo de trabalho da seara doutrinária em virtude de ocupações de outra ordem. Não há dúvida de que isto poderá acontecer, mas em situações transitórias.

Evidentemente não estamos preconizando o desprezo dos bens materiais, mas sim o desapego a eles, a sua utilização apenas como um dos meios de se chegar à espiritualização.

Dois ensinamentos de Jesus nos levam a compreender esta posição: um, o que nos aconselha a "acumular tesouros no Céu"; e, outro, o que nos ensina a "procurar primeiramente o Reino de Deus e a sua Justiça", pois que todas as outras coisas nos seriam dadas por acréscimo.

Basta refletirmos maduramente nestas palavras, para adorarmos um comportamento diametralmente oposto ao do homem comum, atribuindo às coisas materiais o valor relativo, que realmente têm, e às espirituais os valores reais, que efetivamente possuem.
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REFORMADOR, FEVEREIRO, 1979

domingo, 13 de maio de 2012

Carne?

                        

                                  "Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito."
                                           - Paulo. (GÁLATAS, capítulo 5, versículo 25.)



Quase sempre, quando se fala de espiritualidade, apresentam-se muitas pessoas que se queixam das exigências da carne.

É verdade que os apóstolos muitas vezes falaram de concupiscências da carne, de seus criminosos impulsos e nocivos desejos. Nós mesmos, frequentemente, nos sentimos na necessidade de aproveitar o símbolo para tornar mais acessíveis as lições do Evangelho.

 O próprio Mestre figurou que o espírito, como elemento divino, é forte, mas que a carne, como expressão humana, é fraca.

Entretanto, que é a carne?

Cada personalidade espiritual tem o seu corpo fluídico e ainda não percebestes, porventura, que a carne é um composto de fluídos condensados?

Naturalmente, esses fluídos, em se reunindo, obedecerão aos imperativos da existência terrestre, no que designais por lei de hereditariedade; mas, esse conjunto é passivo e não determina por si.

Podemos figurá-lo como casa terrestre, dentro da qual o espírito é dirigente, habitação essa que tomará as características boas ou más de seu possuidor.

Quando falamos em pecados da carne, podemos traduzir a expressão por faltas devidas à condição inferior do homem espiritual sobre o planeta.

Os desejos aviltantes, os impulsos deprimentes, a ingratidão, a má-fé, o traço do traidor, nunca foram da carne.

É preciso se instale no homem a compreensão de sua necessidade de autodomínio, acordando-lhe as faculdades de disciplinador e renovador de si mesmo, em Jesus-Cristo.

Um dos maiores absurdos de alguns discípulos é atribuir ao conjunto de células passivas, que servem ao homem, a paternidade dos crimes e desvios da Terra, quando sabemos que tudo procede do espírito.
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XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 28.ed. Brasília: FEB, 2009. Capítulo 13.

A Mediunidade e seu Desenvolvimento




A mediunidade é uma faculdade da espécie humana que permite o intercâmbio entre encarnados e desencarnados. Graças a ela, temos a comprovação da imortalidade, algum conhecimento da situação da vida no Além, constatação da reencarnação e do progresso incessante, sempre sob o império da justa e misericordiosa lei de ação e reação.

Sua presença na Terra, tão antiga quanto a do ser humano, passa pelos primeiros grupos cristãos, sofre grande proibição na Idade Média, ressurge impetuosa na Idade Contemporânea. Kardec a empregou como o meio próprio, específico, para o exame experimental do Espírito (sua natureza, origem, destinação e relação com o mundo corporal). A partir dela, coletou e ordenou as informações prestadas pelos bons Espíritos, oferecendo ao mundo a Doutrina Espírita, revelação das leis que regem os mundos e os seres.

Espiritismo sem Mediunidade?
Ultimamente há quem preconize que o Espiritismo pode deixar de lado a mediunidade, pois ela já nos teria dado todo o conhecimento que nos poderia proporcionar.

Talvez isso seja verdade para alguns, pessoal e particularmente. Não o é, porém, para a Casa Espírita, em cujas portas, todos os dias, muitas pessoas vêm bater, buscando, principalmente: a consolação ante a partida de entes queridos; a libertação do assédio de Espíritos perturbadores, o esclarecimento dos fenômenos espirituais em que se sentem envolvidos.

Como atendê-los e ajudá-los sem recorrer ao intercâmbio mediúnico?Sem realizar as reuniões de desobsessão, de desenvolvimento mediúnico?Sem lhes oferecer não apenas a teoria mas a oportunidade da experiência, da observação, para formarem sua convicção e se tornarem aptos a também trabalharem com a mediunidade, se assim ó desejarem?

A mediunidade faz parte da natureza humana e tem, certamente, finalidade útil e providencial. Querer ignorá-la, desprezar sua utilização é privar-se, pessoal e coletivamente, de um campo rico de sensibilidade, conhecimentos e realizações.

A Casa Espírita não se deve alhear da tarefa de intercâmbio nem a deixar distanciada inteiramente do público assistido ou dos que queiram conhecera mediunidade e, talvez, se habilitarem ao seu exercício.

Orientação espírita para a prática mediúnica



Para que o emprego da mediunidade na Casa Espírita se faça eficiente, seguro e proveitoso, como preconiza e orienta a Doutrina Espírita, torna-se indispensável o preparo prévio doutrinário, técnico e moral tanto do médium como de quem vai dirigi-lo ou assessorá-lo no exercício da sua faculdade.

A literatura espírita oferece para os interessados a teoria doutrinária e a orientação prática de que vai necessitar.Nas Obras Básicas e naquelas que lhes são subsidiárias, destaquemos: O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec; No Invisível, de Léon Denis; O Fenômeno Espírita, de Gabriel Delanne.

No movimento espírita brasileiro não há como esquecer as obras mediúnicas psicografadas por Francisco C. Xavier, Yvonne A. Pereira e Divaldo P. Franco. Necessário também mencionar os livros de autores encarnados que procuram resumir didaticamente a parte teórica necessária ao desenvolvimento mediúnico e fornecem algumas informações sobre a chamada "parte prática" do Espiritismo, tais como J. Herculano Pires , Suely Caldas Schubert, Hermínio C. Miranda, Celso Martins, Torres C. Pastorino e os Cursos Educação Mediúnica (FEESP), Orientação e Educação Mediúnica, do C. E. Luz Eterna, de Curitiba, PR.
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Therezinha Oliveira

Trabalho apresentado no 11° Congresso Estadual de Espiritismo, em Bauru, abril/2000
Alavanca – Junho de 2000

Norma Ideal


"Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens."
Paulo (II Corintios 3,2)


O obreiro do Senhor, notadamente na Doutrina Espírita, há que se reger pela harmonia, a fim de que a segurança lhe presida todas as resoluções e atitudes.

Nem tão ardente no ideal que descambe na precipitação, nem tão extático que apenas viva de sonho.

Nem tão exigente, no trato com os outros, que se converta em figurino de intolerância, nem tão apático que se torne irresponsável.

Nem tão fanático na atividade que suscite perturbação, nem tão brando que se faça preguiça.

Nem tão extremista em questões de direito, que inspire violência, nem tão fraco que encoraje o desrespeito.

Nem tão isolado em sociedade que se encastele no egoísmo, nem tão agarrado às relações de toda espécie que se queime nas paixões.

Nem tão prudente que se atenha à frieza, nem tão desabrido que abrace a temeridade.

Nem tão aflito, ante as lutas e problemas do cotidiano, nem tão despreocupado que se arroje à indiferença.

A lógica da Doutrina Espírita nos assinala a todos uma norma ideal de ação, nas mais diversas áreas da vida: equilíbrio e mais equilíbrio, a fim de que venhamos identificar-nos com o Bem,
sempre mais e melhor.
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 Francisco Cândido Xavier 
 pelo espírito Emmanuel

Nem Tudo é Mediunidade



Realmente, sintomas físicos ou mesmo perturbações emocionais e psicológicas podem ser confundidos com mediunidade. Atendentes fraternos, dirigentes, coordenadores de estudos e mesmo palestrantes ou escritores, precisamos sempre levar em conta esse detalhe. Mediunidade, como já aprendemos, não é doença, nem tampouco privilégio ou exclusividade dos espíritas. É, antes, potencialidade humana, apesar dos diferentes estágios em que se apresenta e das variáveis que afetam sua manifestação, inclusive de maturidade emocional, intelectual e do meio onde se apresenta.


Não é incomum pessoas tristonhas e deprimidas, muitas vezes dependentes de medicamentos, serem confundidas pela precipitação de dirigentes que alegam ser o exercício da mediunidade o único caminho de superação desses estados. Indicam presença de espíritos perturbados ou perturbadores como causa do abatimento e apontam, equivocadamente, como causa uma suposta hipnose de espíritos, agravando ainda mais o quadro de aflição da pessoa que simplesmente precisa de ajuda...


Tais considerações foram inspiradas no capítulo 22 do livro Encontros com a Consciência, ditado pelo Espírito Irmão Malco ao médium Alaor Borges Jr. Referido capítulo descreve o diálogo de um atendimento fraterno. Aliás, todo o livro é composto de casos relacionados a ocorrências em centros espíritas, inclusive com muitos ensinos de Chico Xavier. No caso em questão, o Espírito que relata a ocorrência conclui com sabedoria: “(...) Passei a entender que, na condição de socorrista espiritual, temos que ter muito critério. Nem todo distúrbio nervoso, qual seja a depressão, síndrome do pânico, insônia e outras mais, estão relacionadas à presença de mediunidade (...)”.


Nesse ponto, interrompemos a transcrição para destacar, aí sim, caminhos de superação de estados de abatimento, na continuidade do raciocínio do autor: “(...) mas o serviço prestado pelo passe, as palestras, a água magnetizada e o vínculo com as atividades assistenciais da casa têm valor inconcebível. (...)”.


O destaque é nosso e proposital. Não percebemos que muito mais que focar nossa atenção em supostas influências de espíritos, embora elas sejam reais e contínuas, precisamos, isso sim, prestar mais atenção em nossas reações e procurar no Espiritismo o que ele realmente tem a oferecer: o consolo, a diretriz, o conforto, a orientação, a luz para nossos caminhos, a lucidez de seus fundamentos, caminhos claros de entusiasmo e superação das dificuldades que normalmente enfrentamos, até pela nossa condição humana. Recursos que encontramos, principalmente, nos estudos, palestras...


O livro é rico de casos assim. Mágoas, dinheiro, opiniões, relacionamentos, dificuldades, influências, inspiração, pressa, entre outros temas, vão surpreender o leitor. Exatamente pela clareza e concisão dos diálogos. Não deixe de conhecer. Trará benefícios para os grupos espíritas.
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Orson Peter Carrara

sábado, 12 de maio de 2012

A Paisagem Humana do Sofrimento



Para onde direciones o olhar detectarás o sofrimento humano presente, realizando o seu mister de burilamento dos Espíritos. 


Não que a Terra seja um lôbrego hospital, onde somente se encontram as aflições. 


Há bênçãos que se manifestam sob muitos aspectos, incluindo, é claro, a dor, que desempenha relevante papel no processo evolutivo dos seres. 


Na sua condição de escola de aprimoramento moral, a dor realiza um labor de fundamental importância para a educação do Espírito. 


Face à rebeldia que predomina na natureza humana, as propostas edificantes e iluminativas nem sempre recebem a consideração que lhes deve ser oferecida. 


E quando isso acontece as Soberanas Leis recorrem aos impositivos disciplinadores, entregando o calceta aos métodos de recuperação com caráter de severidade. 


Estabelecem-se, então, os programas de sofrimento purificador. 


Felizmente, o conhecimento da realidade espiritual proporciona os recursos hábeis para os enfrentamentos necessários à transformação moral. 


Ignorando-se a lógica da evolução, é compreensível que o quadro reeducativo transforme-se em cárcere punitivo ou fenômeno de castigo, levando o rebelde a situações deploráveis que somente as expiações severas logram equilibrar. 


Desse modo, ninguém surpreenda-se ao considerar grande parte da sociedade como um grupo de excelentes artistas que dissimulam as emoções e ocorrências menos felizes, dando a impressão de que a sua existência transcorre em calmaria e júbilos incessantes. 


Ninguém, no mundo físico, existe, que se encontre indene ao sofrimento. 


Enquanto uns iludem-se por algum tempo, dando a impressão de que são invulneráveis à dor, outros estorcegam no desespero, máscara retirada do rosto e marcas profundas de aflição macerando sem cessar... 


A dor é, sem dúvida, uma educadora sublime e incompreendida, cuja missão é tornar felizes os desventurados, desde que, em razão do fustigar dos seus acúleos, a consciência desperta para as finalidades sublimes da vida. 


Sob disfarces variados ou desnudado, o sofrimento campeia, conduzindo as mentes distraídas à reflexão inevitável. 


Este indivíduo trabalha no bem e supõe-se credor somente das bênçãos da saúde e das benesses materiais. Aquele outro, oferece sacrifícios e cumpre promessas na tentativa de subornar a Divindade que o isentaria do sofrimento. 


Vãos comportamentos esses, porque a ação do bem, sob qualquer aspecto considerada, faz-lhe bem, edifica-o, mas não o impede de vivenciar as experiências aflitivas encarregadas da aferição dos valores morais... 


Observas, quase com inveja, os outros que galvanizam as massas, que desfilam no pódio da fama, e ignoras os conflitos em que se debatem, a intranquilidade em que passeiam a beleza, o poder, as glórias, todas ilusórias... 


Os deuses do sexo recebem aplausos em toda parte, exibem os dotes eróticos que desenvolvem, acumulam somas monetárias expressivas, sofrendo em silêncio abandono e abusos de toda ordem, e lamentas a tua ausência de idênticos atrativos... 


Não sabes, porém, o quanto de solidão os assinala, quanto são explorados por outros que lhes concedem migalhas, o vazio existencial que experienciam... 


Os astros dos esportes de massas que atingem o máximo e têm tudo, bem jovens ainda, insatisfeitos e aturdidos, mergulham no alcoolismo, na drogadição, nas depressões profundas...
Não é tua a dor, que somente a ti pertence... 


Jesus, que é o Excelente Filho de Deus, sem qualquer débito perante a Consciência Cósmica, elegeu no sofrimento acerbo, que não culminou na crucificação, pois que prossegue até hoje incompreendido, ensinando-nos resignação ante os aparentes infortúnios e proporcionando coragem diante das vicissitudes a que todos são chamados... 


Não te intoxiques com as queixas e reclamações ante os teus testemunhos. 


Poupa o teu próximo das tuas lamúrias, porque a dor é tua, mas também é de todos, pois que aqueles que eleges para narrar as dores também carregam pesados fardos, que vão procurando conduzir com elevação. 


Não creias que aquele que te aconselha viva em privilégio. A sabedoria com que te orienta haure-a no eito da aflição mantida com dignidade. 


Se conheces a reencarnação, sabes que todo efeito provém de causa equivalente e que, portanto, todas as ocorrências fazem parte do roteiro iluminativo de todos os seres. 


Consciente e conhecedor das Leis da Vida, alegra-te com o ensejo de crescer e de sublimar-te, avançando com coragem e destemor estrada afora, cantando o hino de louvor e de reconciliação. 


Agradece a Deus a oportunidade que te é oferecida para a recuperação moral e espiritual, cultivando o sentimento de paz, que tem função terapêutica no teu calvário, menos afligente, às vezes, do que o daquele a quem recorres buscando auxílio. 


O Espiritismo não é o mensageiro da eliminação do sofrimento. Antes é o consolador que te oferece recursos hábeis para que superes todo e qualquer conflito, amargura, provação, construindo o futuro melhor que te espera... 


A tempestade que vergasta a floresta é a responsável pelas futuras vergônteas exuberantes que se pejarão de flores e de frutos. 


O mesmo ocorre contigo. 


Tem paciência e nunca desistas da luta, nem te consideres perseguido pela Justiça Divina.
A paisagem humana é abençoado rincão do processo evolutivo, pelo Pai oferecido ao Espírito que necessita desenvolver a sublime chama que lhe arde no íntimo. 


Renova-te sempre e sem cessar, fazendo que cardos sejam flores e feridas purulentas convertam-se em condecorações de luz. 


Bendize as tuas dores e transforma as lágrimas de agora em futuras pérolas de incomparável beleza, com que te coroarás ao término da jornada, vitorioso sobre a noite da aflições... 

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Joanna de Ângelis 

Divaldo Franco

quinta-feira, 10 de maio de 2012

As Pessoas más e a Justiça Divina




A Terra é um planeta de expiações e provas e os espíritos que nela reencarnam são, em sua maioria, imperfeitos e, por isso, sujeitos a cometer erros. Num tipo de planeta como esse, o mal predomina sobre o bem.

Ao lado de pessoas de índole boa, há indivíduos de natureza perversa. Os bons, frequentemente, são mais doentes, sofrem mais e vivem menos. Os maus, com raras exceções, gozam boa saúde, vivem mais tempo e parecem sofrer menos.

Esse contraste pode nos induzir a pensar que Deus exige mais dos bons e deixa os maus agirem livremente, se examinarmos o problema como se o espírito só encarnasse uma vez. Muitas pessoas ficam intrigadas com a não intervenção do Criador. E questionam: por que Ele não detém os delinquentes, sobretudo os que reincidem nos mesmos crimes? Por que não retira deste mundo tais pessoas? Por que não impede tais atos?

A Doutrina Espírita nos fornece preciosos esclarecimentos sobre o assunto, fundamentados na reencarnação, livre-arbítrio e lei de causa e efeito.

Cada existência é planejada, com antecedência, no Mundo Espiritual, antes da reencarnação. A duração da existência, saúde, doenças mais sérias, riqueza, pobreza fazem parte do planejamento. E todos os espíritos reencarnam com o objetivo de progredir, de só fazer o bem e de resgatar as dívidas contraídas em outras existências. Ninguém vem à Terra para fazer o mal.

Depois de reencarnados, os espíritos conservam o livre-arbítrio. Podem desviar-se dos rumos traçados no Mundo Espiritual, abandonar os planos de trabalhar pelo próprio aperfeiçoamento e desviar-se para o caminho do mal. Os espíritos mais imperfeitos correm maior risco de cometer tais desvios, enquanto os que já conquistaram certas qualidades costumam cumprir os planos traçados antes da reencarnação.

Deus não intervém. Deixa que Suas leis se cumpram no momento oportuno. Ensina-nos Allan Kardec: "A prosperidade do mau não é senão momentânea, e se ele não expia hoje, expiará amanhã, ao passo que aquele que sofre, está expiando o passado" (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, item 6).

Fica claro, pois, que o próprio espírito, utilizando o livre arbítrio que Deus concede a todos, traça a sua trajetória de deslizes e crimes hoje e grande sofrimentos no futuro, ou de aprendizado, lutas e sofrimentos hoje e felicidade no futuro.


 Umberto Ferreira

Revista Espírita Allan kardec - número 39