TESTEMUNHAS DO ALÉM

Blog Espírita

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ANTÍDOTO PARA A DEPRESSÃO

ANTÍDOTO PARA A DEPRESSÃO Organizador desta compilação: Rubens Santini – abril/2004
I – Depressão infantil............................................3
II – Exercite-se para sair da depressão ...........................5
III – Depressão na adolescência.....................................6
IV – Dicas para combater o stress..................................8
V - As mulheres são as maiores vítimas............................8
VI– A depressão pode ser vencida..................................9
VII – Você está deprimido? ........................................10
VIII – Causas da depressão..........................................10
IX– Ajude a si mesmo.............................................12
X – Para ter uma boa noite de sono...............................13
XI – Um conselho de Chico Xavier .................................13
XII – Terapia para a depressão.....................................14
XIII – Modifique seus hábitos.......................................14
XIV - O processo obsessivo na depressão............................15
XV – Antídoto para a depressão....................................16
XVI – A opinião de um neuropsiquiatra Espírita ....................17
XVII – Comportamento depressivo.....................................18
XVIII– Atendimento Fraterno.........................................19
XIX – As duas tristezas............................................21
XX– Fontes bibliográficas utilizadas como pesquisa...............22

ANTÍDOTO PARA A DEPRESSÃ
Em nossa vida podemos, de tempos em tempos, passar por algum periodo de “baixo-astral”. Seja na morte de um ente querido, ou no rompimento de uma relação afetiva, por exem-plo. Podemos ficar tristes, irritados, ansiosos, comer a todo instante, chorar ou dormir mal. Este processo pode durar alguns dias e depois voltamos a viver normalmente.
Mas, este tipo de “baixo-astral” não é o que os médicos chamam de depressão.
Na verdade, depressão é uma doença mais grave, cujos sintomas se apresentam mais intensos e duradouros, afetando tanto o corpo físico quanto a mente.
Ela pode se manifestar a qualquer instante, e sem razões aparentes que possam justificá-la, não necessitando, por exemplo, estar de luto ou haver um rompimento de uma rela-ção.
A doença depressiva pode estar presente em diversos momentos da vida, podendo até ser ignorada e não ser diagnosticada.2
É possível identificá-la em fases da vida muito preco-ces, como na infância, no periodo escolar ou na adolescên-cia. E muitas vezes não é dada a devida atenção, podendo correr o risco de se tornar crônica ou podendo se arrastar penosamente por muitos anos, afetando gravemente a qualidade de vida da pessoa.
Na depressão, muitas vezes, o que pode adoecer é o comportamento do individuo. Por consequência, seus relacio-namentos são afetados, suas atividades profissionais,... Seria como essa pessoa deixasse de existir e uma outra estivesse em seu lugar, mais triste, mais calada, sem alegria em viver.
A depressão é uma doença que pode ser tratada com sucesso! O tratamento deve ser holístico, envolvendo a medicina, a psicoterapia, o apoio espiritual e a cumplici-dade dos familiares com a sua solidariedade, paciência e muito amor!
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I – Depressão infantil
Crianças tem depressão, e a incidência está aumentando a cada dia!
Uma criança desatenta na escola, apática ou mesma hiper-ativa, merece ser observada.
O maior problema é que os sintomas da depressão se com-fundem facilmente com os comportamentos típicos nesta fase da vida.
O sintoma que deve chamar a atenção para a suspeita de depressão infantil é a mudança de atitude da criança.
Atividades lhe davam prazer, passar a ser tratadas com desinteresse. Há alterações no apetite, retraimento social, irritabilidade, agressividade, ...
Nas crianças mais novas, devido a falta de habilidade para uma verbalização que demonstre seu real estado emocio-nal, a depressão pode se manifestar através da hiper-ativi-dade.
Além das dificuldades da doença, o seu tratamento esbar-ra num problema bastante comum: o preconceito. Muitos pais relutam em aceitar o fato de que o filho precisa ser encami-nhado a um psiquiatra. Além de não admitir que o filho possa estar com depressão, levá-lo a um psiquiatra, ou um psicote-rapeuta, seria taxá-lo como doente mental. É fundamental que os pais aceitem este diagnóstico, pois o tratamento é uma forma de prevenir quadros piores. Nos últimos anos, a inci-dência de suicídios entre adolescentes praticamente tripli-cou. A maioria deles devido a depressão não tratada.
Uma das principais causas, que podem contribuir, para o aumento desta doença entre crianças e adolescentes, é a liberdade sem limites dados numa fase em que ainda eles não possuem estrutura para organizar o que é bom ou não para si. A liberdade desassistida pode levar, também, a depressão.
Um outro ponto que os pais tem que avaliar, é o de atribuir âs crianças responsabilidades de adulto, com sobrecarga de atividades extra-curriculares, com uma agenda de fazer inveja a qualquer executivo. Criança também precisa de tempo para o lazer e as brincadeiras.
Abaixo, estão relacionados alguns sinais e sintomas su-gestivos de depressão infantil. Se a criança tiver um número suficientemente importante dos itens, fique atento e procure ajuda especializada (neuropsiquiatra, psicoterapeuta,...):
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(1) Queda no rendimento escolar;
(2) Recusa em ir à escola;
(3) Falta de concentração;
(4) Condutas anti-sociais e destrutivas;
(5) Ansiedade, irritabilidade, agressividade;
(6) Negativismo, pessimismo;
(7) Sentimento de rejeição;
(8) Falta de interesse por atividade que lhe dava prazer;
(9) Perda ou aumento de peso;
(10) Mudanças de humor significativas;
(11) Queixas somáticas (cefaléias,gastrite,diarréias,...);
(12) Distúrbios do sono (insônia ou dormir demais).
Entretanto, é muito importante determinar se esses sintomas estão, de fato, relacionados com um quadro depressivo, ou se são parte de alterações emocionais da própria idade. Somente um médico poderá fazer o diagnóstico com precisão!
A revista “Pais & Teens”, editada pelo IPA (Instituto Paulista da Adolescência) – maio/junho/julho de 1998, relatou uma experiência bastante interessante, num trabalho de recuperação de crianças depressivas:
“No inicio de 1998, a psiquiatra Eliana Curatolo, coordenou uma pesquisa que envolveu 579 crianças de 7 a 12 anos, alunos da 1ª à 4ª séries de duas escolas de Mairiporã(SP) e Franco da Rocha(SP). Um questionário aplicado aos alunos revelou que 122 deles (21%) sofriam de sintomas depressivos. Muitos destes alunos eram indisciplinados, tinham baixo rendimento e eram punidos ou colocados em classes especiais. Segundo a psiquiatra, pais, professores e as próprias crian-ças não entendiam as razões do seu comportamento e não sabiam que se tratava de depressão. Tratadas, as crianças melhoraram de comportamento e de rendimento intelectual. O interessante é que todas as crianças deprimidas, tratadas por Eliana com terapia em grupo, melhoraram sem nenhuma medicação.
O psiquiatra Haim Grunspum também acredita que a psicotera-pia seja mais eficaz na depressão do adolescente e infantil do que a medicação antidepressiva. “Podemos tentar ajudar com a medicação, mas não é o que mais funciona. A psicotera-pia é imprescindível. Se não fizer a terapia, não vai resol-ver a depressão”, diz Grunspum.”
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II – Exercite-se para sair da depressão
A nota abaixo foi extraída da revista “Tudo” (Ed Abril) de 10/08/2001:
“Os exercícios físicos são um santo remédio também para a mente.
Pesquisadores da Universidade de Berlim, na Alemanha, comprovaram que cerca de meia hora de atividade física por dia já é suficiente para melhorar os sintomas da depressão.
Durante dez dias, médicos alemães submeteram pacientes deprimidos a sessões diárias de meia hora de caminhada na esteira.
A melhora foi significativa e alguns doentes dispensaram até o uso de antidepressivos.
Os exercícios liberam hormônios no cérebro, que aumentam a sensação de bem-estar e melhoram o humor.”
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III – Depressão na adolescência
Como saber se o jovem está deprimido ou com uma tristeza passageira? Pode ser uma oscilação de humor típico desta faixa etária?
Para ser caracterizado um transtorno depressivo, os sin-tomas tem que ter uma duração mínima de duas semanas.
É normal o adolescente ficar de “baixo-astral” por um tempo, devido a uma separação dos pais, briga com a(o) namo-rada(o). Este tipo de tristeza é uma resposta normal que se atenua com o passar do tempo. Já o transtorno depressivo demora para passar e podem não ter causas muito claras.
É necessário ficar atento para reconhecer os principais sinais da depressão nos adolescentes:
(1) passam a isolar-se com frequência;
(2) sentem-se desanimados e sem energia;
(3) perdem interesse por atividade que lhe dava prazer;
(4) cai o rendimento escolar;
(5) irritabilidade, mau humor;
(6) baixa auto-estima;
(7) cansam-se facilmente.
A seguir, transcrevemos o editoral da revista “Pais & Teens”, que foi editada pelo Instituto Paulista da Adoles-cência (número 8 – maio/junho/julho de 1998), escrita pelo seu diretor, Dr. Eugênio Chipkevitch, que nos exemplifica o que foi descrito acima:
“Entre milhares de jovens que já tive o privilégio de atender como médico e terapeuta de adolescentes, não me esqueço de uma moça de uns 15 anos que me procurou com queixas de mal-estar, dores pelo corpo, cansaço fácil e outros sintomas físicos que a fizeram percorrer, até então, pelo menos uma dezena de consultórios médicos. A garota de olhar triste e postura tensa, me trazia uma pilha de exames, raio X, receitas e ... história de uma vida difícil, em meio a conflitos familiares, desafetos, fracasso escolar. O que de mais grave poderia ter ela do que uma auto-estima deplo-rável, uma decepção profunda com o ninho doméstico em que foi gerada, uma descrença no futuro que se julgava incapaz de construir? Vítima de uma crônica e severa depressão, obviamente não haveria de encontrar respostas em hemogramas
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que buscavam entender seu cansaço, ou glicemias que preten-diam explicar seus desmaios, ou radiografias que não tinham como perscrutar a origem da tensão que empedermia as suas costas. A garota não só não tinha sido ouvida em toda a sua peregrinação pelo pervertido sistema de saúde, como não en-contrava eco de compreensão dentro da própria casa. Tinha que adoecer para ser atendida, tinha de crispar-se em terrí-veis dores de cabeça para poder chorar. Pedi-lhe a autoriza-ção para falar à mãe sobre sua depressão, sobre como somati-zava seu sofrimento, sobre os seus planos de suicídio, sobre a sua necessidade de ajuda. Concordou, com um esboço de es-perança de que eu fosse capaz de traduzir para a sua mãe a difícil linguagem das suas dores.
Uma senhora elegante e perfumada entrou para ouvir as conclusões da minha consulta.
“Depressão? Não são coisas da idade doutor? Ela tem de tudo, só tem a obrigação de estudar. Depressão a troco de que? Só se for hormônios, sei lá. Ela ainda não fez nenhuma dosagem de hormônios...”
“Suicídio?” – Senti uma breve hesitação na voz da senho-ra petrificada em auto-defesa contra as culpas que a ameaça-vam emergir. Mas logo se recompôs, e o que eu ouvi não esqueço:
“Quem jã não pensou nisso doutor? Eles pensam muita bo-bagem. Já fui adolescente, sei como é. Tudo isso passa.”
Elas foram embora, a garota nunca mais voltou ao meu consultório, mas acredito que tenha continuado a frequentar outros em busca de exames e remédios.
Nesta época de maravilhosas descobertas, em bactérias passam a explicar úlceras, neurotransmissores traduzem emo-ções complexas e os psiquiatras afirmam que a depressão do adolescente não tem prevenção porque é doença genética, volto a me lembrar desta consulta e da triste garota que espero não tenha engrossado as estatísticas nacionais de suicídio entre adolescentes, que continuam em ascensão.”
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IV – Dicas para combater o stress
(1) Ande de bicicleta;
(2) Faça caminhadas;
(3) Tenha contato com a natureza;
(4) Procure dormir 8 horas por dia;
(5) Alimente-se bem;
(6) Ingira, pelo menos, 2 litros de água por dia;
(7) Evite levar problemas do trabalho para casa.
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V – As mulheres são a maiores vítimas
Em uma declaração dada à revista “Veja” (Ed. Abril) de 31/03/99, na matéria “Doença da alma”, o psiquiatra america-no Peter Whybrow, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, definiu uma imagem para descrever a depressão:
“Para se ter uma idéia do que é uma depressão severa, tente entender o desconforto de várias noites sem dormir, misturada à dor causada pela perda de um parente querido. Depois imagine a sensação de que esse torpor nunca mais vai acabar. Isto é crise depressiva.”
Depressão é uma dor que fica, mesmo quando o problema vai embora.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, ela se tornou o mal mais comum entre as mulheres, superando o câncer de mama e as doenças cardíacas.
As mulheres são duas vezes mais propensas a terem o diagnóstico da depressão do que os homens. Há inúmeros moti-vos para isto, entre eles podemos destacar:
(1) As mulheres admitem mais seus sentimentos do que os homens. Como elas vão mais frequentemente, que os homens, aos consultórios médicos, havendo assim mais oportunidades para diagnosticar esta doença.
(2) As mulheres tem um nível maior dos hormônios estrò-geno e progesterona, que mudam seus níveis durante o ciclo menstrual, na gravidez, no parto e na menopau-as.
(3) A pílula anticoncepcional, que contém hormônios se-xuais, pode também ser uma causa da depressão.
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As mulheres são muito mais abertas para aceitar e reve-lar que sofrem de depressão. O homem acha que é um sinal de fraqueza admitir que está com este mal.
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VI – A depressão pode ser vencida
(1) A cantora e popstar Alanis Morissette, por dedicar excessivamente à sua carreira, desencadeou a doença. Ela se tratou exercitando a yoga, praticando esportes e teve uma mudança radical na forma como levava a vida. Uma das atitudes que considerou mais importante para a sua melhora, foi reatar antigas amizades.
(2) Marina Lima, cantora brasileira, teve há alguns anos atrás um problema nas cordas vocais. Sentiu que estava “perdendo a voz”. Descobriu após um certo tempo, que era uma somatização de uma depressão que vinha sofrendo. Tomou antidepressivos e fez terapia. Após alguns meses, sua voz voltou ao normal.
(3) A engenheira Andrea T. (28 anos) entrou em depressão porque achava que era perseguida por uma antiga chefe. Vivia de mau humor, não tinha apetite e não saia de casa. Após alguns meses de crise, submeteu-se à terapia cognitiva (focada nos pensamentos negativos que rodam o depressivo). Aprendeu a dominar a raiva e a entender que os pensamentos negativos podem ser controlados.
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VII – Você está deprimido?
Alguns médicos relacionam nove principais sintomas para identificar a depressão. Quem apresentar pelo menos quatro deles, durante mais de duas semanas consecutivas, deve procurar ajuda especializada:
(1) Perda de interesse por atividades que lhe davam prazer;
(2) Dificuldade para se concentrar;
(3) Sensação de cansaço;
(4) Auto-estima reduzida;
(5) Alteração de apetite;
(6) Sentimento de culpa;
(7) Falta de perspectiva do futuro;
(8) Perturbação do sono (insônia ou dormir em excesso);
(9) Idéia recorrente de suicídio e morte.
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VIII – Causas da depressão
Todos nós temos nossas forças e fraquezas. Algumas pessoas têm maior risco de terem depressão do que outras. Veja abaixo alguns itens que foram apontados como fatores provocadores desta doença:
(1) Herança genética – há muitos gens envolvidos e a medicina ainda sabe muito pouco a respeito, para afirmar com plena convicção, que a herança genética pode levar à depressão. Não iremos desenvolver este mal só porque nosso pai, mãe ou irmão são deprimidos. Mas, segundo a medicina, o nosso risco aumenta, principalmente se tivermos um gêmeo idêntico com depressão.
(2) Stress – o stress pode levar à depressão quando existir por muito tempo.
(3) Tipo de personalidade – pessoas obsessivas, dogmáticas, rígidas e que escondem seus sentimentos tem um risco maior, assim como aquelas que ficam facilmente ansiosas.
(4) Modo de pensar – pessoas que são muito negativas em relação a si próprias tem uma tendência maior de sofrer de depressão.
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(5) Educação na infância e adolescência – pais exigentes e que não toleram o fracasso, podem deixar os seus filhos ansiosos e propensos à depressão.
(6) Ser mulher – as mulheres são mais propensas a terem o diagnóstico de depressão do que os homens. Há mudanças hormonais no ciclo menstrual, na gravidez, no parto e menopausa. Além das pressões sociais que sofrem e da dupla jornada de trabalho (dentro e fora de casa).
(7) Medicamentos – alguns medicamentos podem causar a depressão, mas nem por isso você deve interromper o seu tratamento sem antes consultar o seu médico. Interromper a sua ingestão pode ser mais perigoso do que a própria depressão. Eis os tipos medicamentos: comprimidos anti-epilépticos, medicamentos contra-pressão alta, contra o mal de Parkison, os principais tranquilizantes, terapia com esteróides (para asma, artrite,...), diuréticos,...
(8) Falta de luz solar – a maioria das pessoas se sentem melhor no verão do que no inverno. Há individuos que começam a ficar deprimidos quando se inicia o inverno. Elas sofrem de Transtorno Afetivo Sazonal, devido aos níveis de um hormônio chamado melatonina.
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IX – Ajude a si mesmo
Quando a depressão é leve, podemos nos beneficiar de algumas medidas muito simples de auto-ajuda. Mas, quando a sua condição é mais grave, estas medidas devem fazer parte de um plano a ser discutido com seu médico ou terapeuta. Estas medidas não só auxiliam a afugentar a depressão, como também a tratá-la e a apoiar a sua recuperação:
(1) Cante – mesmo não possuindo voz afinada, cante com a voz que Deus lhe deu. Dê preferência cante melodias alegres.
(2) Mexa-se – se ficamos parados, entregues, alimentando pensamentos negativos, será o mesmo que conservar lixo dentro de casa. A atividade física desvia a mente desses pensamentos, operando renovação no campo mental, desli-gando-nos da sintonia com os Espíritos infelizes. Ande, nade, pedale, ... Mas, se você está muito tempo sem fazer exercícios, seja cauteloso e comece devagar!
(3) Não fique sozinho – saia de casa, encontre os amigos, vá ao cinema. Procure um Centro Espírita, ou um templo religioso, para receber esclarecimentos ou para desaba-far.
(4) Ore – orando, estabelecemos sintonia com os Espíritos bons, que nos protegem e nos cercam de cuidados, nos dando sugestões e revigorando as nossas energias.
(5) Leia – faça leitura edificantes e consoladoras. Busque nos livros espíritas, principalmente nas obras de Allan Kardec e nas psicografias de Chico Xavier, as páginas de alento e consolo, encontrando a força e o otimismo.
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X – Para ter uma boa noite de sono
Os problemas de sono são muito comuns e as pessoas de-primidas tem uma predisposição para a insônia. Além disso, a falta de sono torna mais difícil a concentração e nos deixa sem energia para lutar contra esta doença.
Abaixo estão listadas algumas dicas muito úteis para que possamos ter uma boa noite de sono:
(1) Inicialmente, procure acordar mais cedo neste dia.
(2) Faça algum tipo de exercício durante o dia.
(3) Não tire cochilos durante o dia.
(4) Não faça refeições pesadas à noite, nem beba café, chá mate ou preto, ou bebida alcóolica.
(5) Beba um copo de leite morno 15 minutos antes de ir para a cama.
(6) Não faça exercícios antes de ir para a cama.
(7) Esqueça seus problemas lendo um livro antes de dormir.
(8) Vá para a cama na hora certa, para que seu corpo desenvolva um ritmo natural.
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XI – Um conselho de Chico Xavier
Extraímos do livro: “Kardec prossegue”, de Adelino da Silveira, Ed. Cultura Espírita União, duas questões feitas à Chico Xavier:
“O que é depressão?”
Chico: “É a tristeza indevida que se transfigurou em desâni-mo, obscurecendo na criatura o valor do trabalho. Chegando ao clímax desse desencanto incompreensível diante da vida, muitas vezes, a vítima desse semelhante infortúnio, cai no desequilibrio das forças mentais, candidatando-se à matrí-cula num sanatório ou, mesmo, descendo os degraus do abismo invisível no qual se entrega facilmente às garras da morte prematura.
“Como evitá-la?”
Chico: “Trabalhando incessantemente para o bem geral, sem qualquer expectativa de compensação material ou espiritual, de vez que, quem auxilia a outros está, particularmente auxiliando a si próprio.”
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XII – Terapia para a depressão
A depressão é um estado mental caracterizado por sensações extremas de abatimento, tristeza e um imenso vazio.
Entre suas causas, podemos destacar a baixa auto-estima, stress, falta de sol (principalmente no inverno), deficiên-cias nutricionais, uma reação negativa diante de aconteci-mentos da vida (desemprego, perdas afetivas, ...).
A terapia, ou a psicoterapia, é uma ferramenta útil e eficaz no combate à depressão, principalmente quando a pes-soa se dispõe a realizar, paralelamente, outras atividades práticas que o auxiliem na sua cura, além do tratamento espiritual que é muito importante.
Mesmo que o individuo opte por realizar um tratamento psiquiátrico, com medicamentos antidepressivos, ainda assim a terapia é aconselhada, pois a medicação por si só não fará o efeito por muito tempo, se a pessoa não estiver preocupada em modificar antigos padrões mentais.
Neste caso, a terapia será útil para identificar as cau-sas mais profundas da depressão, como medos fobias, insegu-ranças, baixa auto-estima, egoísmo, ...
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XIII – Modifique seus hábitos
(1) Pare de fumar – o cigarro prejudica nosso organismo, enfraquecendo o sistema imunológico, deixando mais propenso às doenças.
(2) Evite cafeína e açúcar – testes comprovaram que teremos uma melhora extraordinária no nosso estado de espírito após eliminar o consumo de doces e cafeína.
(3) Faça alimentação mais saudável – coma mais peixes, legu-mes e frutas. A proteína do peixe ajuda a aumentar a nossa vitalidade.
(4) Exercite-se – Passeie mais, caminhe todo dia, principal-mente em locais arborizados. Aceite convite para sair com os amigos.
(5) Faça um trabalho voluntário – Doar-se é um bom remédio para descobrir o valor da vida.
(6) Tenha um animal de estimação – Ele será o seu grande amigo. O contato com os animais nos traz tranquilidade e tem um maravilhoso poder terapêutico.
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XIV - O processo obsessivo na depressão
A depressão pode ser causada por um processo obsessivo. Mas, essa obsessão pode ser fator secundário nesta depres-são, se ela for biológica.
O obsessor pode apenas estar se aproveitando de uma fra-queza do individuo, devido a sua doença, para atuar malevo-lamente.
Geralmente, o obsessor se aproxima das pessoas nas se-guintes condições:
(1) Débito de um Espírito para com outro, originado nesta ou em outra vida. Neste caso, o obsessor se aproxima por motivo de vingança.
(2) O mal uso da mediunidade também atrai maus Espíri-tos.
(3) Pela falta de ação do bem. Os Mentores Espirituais nos recomendam que devemos sempre fazer o bem, e que responderemos por todo mal que fizermos. Mas, muitas obsessões ocorrem por causa da nossa omissão, ou seja, podíamos ter feito o bem, tivemos as oportuni-dades para isso, mas deixamos de fazê-los.
No caso da depressão pela obsessão, como poderemos melhorá-la?
(1) O ser encarnado não pode se abater. É preciso paciência e procurar se renovar moralmente.
(2) Por consequência, o desencarnado irá desanimar por não obter os efeitos desejados, e irá se afastar. Ou, recebendo os esclarecimentos necessários, dentro de um trabalho de desobsessão, e pelas vibrações que poderá receber, poderá ser encaminhado para uma co-lônia espiritual e continuar o seu desenvolvimento.
(3) Pela ação de terceiros, poderá receber energias fluídicas (passes), vibrações, esclarecimentos, além da ajuda da psicoterapia e dos medicamentos.
É claro que a forma e o tempo de tratamento irá variar de acordo com a intensidade da doença. Se é de carater obsessivo, o tratamento é a desobsessão. Se é de carater biológico, o tratamento espiritual será auxiliado por medi-camentos (antidepressivos) e das sessões de psicoterapia.
É preciso utilizar todos os recursos disponíveis para a cura: medicamentos, passes, desobsessão, ...
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Para evitar depressão é necessário trabalhar, vigiar e orar, desfazer-se de possíveis culpas.
Viemos à Terra para crescermos espiritualmente, traba-lhar em favor do próximo. Ficar à toa, deprime! Não ceda jamais à tristeza e ao desânimo!
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XV – Antídoto para a depressão
O antídoto para a depressão, mais do que os antidepres-sivos ou o tratamento terapêutico, é a ocupação.
Seja a atividade profissional, o lazer, o trabalho de amor ao próximo.
Quem se achar em sofrimento, procure ser útil.
Quem vive gastando o tempo reclamando da vida, da má sorte, experimente aplicar as horas tristes em alguma ativi-dade.
Podemos começar pelas pequenas tarefas dentro de casa, arrumando o jardim, reparando objetos quebrados, ...
O trabalho é um recurso muito valioso para fazer o tempo passar de maneira mais digna e saudável.
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XVI – A opinião de um neuropsiquiatra Espírita
Dr. Franklin Antônio Ribeiro, médico, neuropsiquiatra e psicoterapeuta, dirigente do Grupo Espírita Hosana Krikon, deu entrevista à “Revista Cristã de Espiritismo”, nº 24 (Ed.Escala), onde destacamos os trechos abaixo:
“Como a depressão é analisada no ponto de vista médico, humanista e espiritual?”
Dr. Franklin: “A depressão tem várias faces. Do ponto de vista humanístico, o amor, desde a infância, é fator primor-dial e começa dentro da família. Se há relação sincera entre os parceiros, a criança vai crescer dentro de um lar estru-turado, mesmo com todas as dificuldades naturais de uma re-lação humana. O individuo aprende desde cedo a lidar com a insatisfação, com as crises, com o respeito, a amizade, des-prendimento e outros aspectos importantes nos relacionamen-tos. Muitas vezes a pessoa está com a auto-estima baixa, sem auto-confiança, desanimada, desinteressada, sem prazer na vida e sente que alguém se interessa por ela, sua imunidade melhora muito. O ser humano precisa se sentir reconhecido. Sem isso, começa a sentir uma sensação de vazio e angústia.
(...) Do ponto de vista médico, a depressão é uma falta de neurotransmissores no cérebro, que necessita de medica-mentos, ou seja, de um controle químico.
Pelo ângulo espiritual, a culpa, o remorso, a mágoa e o ressentimento levam a pessoa a estados depressivos, podento causar o desenvolvimento de doenças psicossomáticas e até mesmo o câncer. Portanto, o amor e o perdão que a Doutrina Espírita tanto nos ensina são sentimentos também preventi-vos.”
“O que fazer diante dos sintomas de uma depressão?”
Dr Franklin: “Primeiro procurar um médico psiquiatra para que não sejam tomados remédios ministrados de forma errada. Cada paciente necessita de um antidepressivo específico. Se além do remédio, da terapia, dos cuidados com o sono, com a alimentação e das relações, o deprimido fizer um tratamento espiritual com passes magnéticos e água fluidificada e lei-tura do Evangelho, tanto melhor. O tratamento completo en-globa o biológico, psicológico, social e espiritual.”
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XVII – Comportamento depressivo
A depressão, às vezes, pode aparecer mascarada por fatores, tais como: agitação, confusão mental, humor com altos e baixo, esquecimento, ... Listamos a seguir, alguns outros sintomas mais comuns:
(1) Perda da libido: há a perda do interesse pelo trabalho, pelo(a) conjuge (inclusive do interesse sexual), pela familia, pelos amigos, pelas diversões, chegando às vezes a se descuidar de si próprio, das roupas e da higiene pessoal.
(2) Alterações dos hábitos: passam a comer mais(outras vezes a comer menos), alteram seus horários de alimentação e sono. É uma forma de fugir dos problemas.
(3) Baixa auto-estima: não acredita nos seus potenciais, idéias pessimistas em relação às situações e a sua vida. Pode inclusive pensar em suicídio.
(4) Sintomas psicossomáticos: pode desenvolver sintomas físicos, como por exemplo: pressão alta, enxaquecas, gastrites, dores lombares e cervicais,... Estas somati-zações desaparecem após o tratamento.
Os sintomas trazem uma mensagem que precisa ser deci-frada. Se não decifrarmos o sentido inconsciente da depres-são, este quadro voltará em outra situação que tenha o mesmo sentido.
Sairemos desse quadro com rapidez, se junto ao tratamen-to médico, da psicoterapia, se submetermos também ao trata-mento espiritual com passes magnéticos (fluidoterapia), cro-moterapia e evangelização.
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XVIII – Atendimento fraterno
Logo a seguir, está uma parte de um artigo (“Depressão”) escrito para a internet, pelo Dr. Jairo Avelar, psicólogo clínico, presidente do Conselho Regional Espírita (Belo Horizonte-MG) no site www.sosdepressao.com.br :
“(...) As Casas Espíritas, muito em especial aos amigos que militam nas atividades do Atendimento Fraterno há de se ter muita atenção e dedicação apontado ao seio Espírita sob o acicate da Depressão. (...)
Assim teremos sempre muito a oferecer, e num trabalho consciente NÂO DEVEREMOS:
(1) Em hipótese alguma interferir sobre a medicação prescri-ta para o assistido, dado a sua importância em qualquer caso. Há de se ter a consciência que os Farmácos indica-dos, as doses prescritas, os exames solicitados, e as marcações para o retorno clínico, todos estes detalhes fazem parte do tratamento do profissional médico que conduz o caso. Este profissional é preparado e apto para lidar com tais questões e esta condução cabe a ele e somente a ele decidir sobre quaisquer alterações de curso.
(2) Os Espíritos Superiores não interferem sobre o tratamen-to efetuados pela Medicina, e nem ocupam tal lugar em receituário, atuam tão somente em seu aspecto espiritual revigorando as energias do assistido e abrindo as pers-pectivas de cura.
(3) Interferir sobre o trabalho do Psicoterapeuta naquilo que seja orientado em sua terapia, já que este profis-sional da Psicologia, possui também um plano de trabalho com o paciente, e que junto da referência Médica formam um núcleo de apoio Multiciplinar em função do assistido.
(4) Estabelecer cobranças e exigências aos modelos comporta-mentais do irmão depressivo, é sempre impossível pular a própria sombra, deveremos procurar dar sempre preferên-cia a atendimentos mais rápidos e objetivos, privile-giando o mais possível o processo de escuta.
(5) Evitar situar estes companheiros nas reuniões mediúni-cas, seja de Educação e ou de outra forma qualquer, e muito em especial nas reuniões de carater de desobses-são, seja como trabalhador, assistido ou assistente.
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Entretanto nós DEVEREMOS:
(1) Dar-lhe suporte através de nossas reuniões, onde haja a prática de Irradiação, considerando que estes processos podem ter como pano de fundo uma obsessão.
(2) Fluidoterapia contínua.
(3) Hidroterapia contínua.
(4) Localizá-los nas reuniões de estudos Evangélicos, onde a mensagem consoladora seja sempre a tônica dos trabalhos realizados.
(5) Orientar a familia quanto as intercorrencias de carater espirituais, bem como sobre o quadro depressivo em si, sempre priorizando o sentido consolador da Doutrina.
(6) Não esquecermos de agirmos sempre pacientemente já que conforme nos assevera Philomeno de Miranda: “A terapêu-tica embora seja a mesma, seus resultados variam segundo os pacientes, suas fichas cármicas e os esforços que empreendem para destrincarem as tramas em que se envol-vereram.”
(7) Entendermos por fim, que a Assistência Espiritual, dada pela Casa Espírita é parte integrante da Multiciplinari-dade canalizada em função do enfermo, e como tal, a questão é de soma de esforços, e os resultados competem tão somente a Jesus.”
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XIX – As duas tristezas
Tristeza é um sentimento que todos tem e faz parte da vida.
Um ente querido que partiu para o Plano Espiritual, um casamento desfeito, problemas familiares,... São situações que deixam qualquer um de “baixo-astral”. Mas, quem não vivencia a tristeza de uma forma adequada, acaba entrando em depressão.
Emmanuel, através de Chico Xavier, no livro “Coragem”, nos diz, muito sabiamente, o seguinte:
“Há, sim, a tristeza construtiva – aquela que nos impul-siona para a vida superior – encaminhando-nos para o traba-lho de melhoria íntima, perante a sede de ascensão espiri-tual.
Existe porém, a outra – tristeza destrutiva – que se traja de luto, por dentro do coração, todos os dias, espa-lhando desânimo e pessismismo onde passa.
Observa a ti mesmo, a fim de que te imunizes contra se-melhante doença da alma. (...)
Nós que sabemos rogar a Deus proteção e benção, apren-damos igualmente a pedir à Divina Providência nos conceda a precisa coragem para silenciar desapontamentos e lágrimas de maneira a doar paz e alegria, segurança e consolo aos ou-tros, tanto quanto esperamos estes benefícios dos outros em auxílio a nós.”
“QUE A PAZ DE JESUS ABENÇOEM TODOS NÓS”
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XX – Fontes bibliográficas utilizadas como pesquisa
(1) Na internet, o site: www.sosdepressao.com.br
(2) “Não é questão de boa vontade – Convivendo com a Depressão” – Giorgio Maria Bressa e Johann Rossi Mason – Ed. Itália Nova.
(3) “Guia da Saúde Familiar - Depressão” – The British Medical Association – Publicação da Revista ISTO É – com a supervisão do Hospital Albert Einstein.
(4) Folha Equilíbrio – jornal Folha de São Paulo
(5) Revista “Pais & Teens” – Publicação do Instituto Paulista de Adolescência.
(6) “Revista Espírita Allan Kardec” – publicação da Editora Paulo de Tarso – Centro Espírita Francisca de Lima – Goiânia – GO.
(7) “Tormentos da Obsessão” – Manoel Philomeno de Miranda através de Divaldo Franco.
(8) “Revista Cristã de Espiritismo” – Ed. Escala.
(9) Revista Semanal Informativa “Tudo” – Ed. Abril.
(10) Revista Mensal “Vida Simples” – Ed. Abril.
(11) Revista Semanal “Veja” – Ed. Abril.
Organizador desta compilação: Rubens Santini (rubsanti@uol.com.br)
A cópia é permitida, desde que sejam citadas as fontes bibliográficas. São Paulo, abril de 2004.

Um comentário:

Lua Nova disse...

gostei do tema, bastante interessante, passa e dá uma olhada no meu.
beijo